segunda-feira, 24 de outubro de 2011


Flores Murchas
Hoje as flores murcharam,
A neve chegou,
com sua penumbra,
sussurando ao longe:-Morte,
E a foice decapta minha alma
Com sua mirabolante força
Não há paz,
Sossego,
Medo, mentes perversas
a se revoltarem
acorrentadas a mim tendo pesadelos sem parar
E na escuridão busco ao longe o brilho do luar....




Márcia Garcia de Carvalho 21-08-08

Frases Flores Sentimentos


Frases Flores Sentimento
frases flores sentimentos
momentos de vida intensa
Em meio a dor imensa
Sobriviver a dor
Cultivar flores de esperança,
Raios de amor,
não deixar que restos de mim
se percam na escuridão,
mensagens, imagens, doces reencontros
ternas viagens...
Márcia Garcia de Carvalho 13-08-08

Fugir da fase ruim
Enfrentar a dor sem fim
Opostos do ser
Soluços,
saudades,
Deserto, desespero
Hoje quero dormir
Não mais despertar
E Nuvem etérea me tornar...


Não estou bem !!!! Melancolia!!!!Vontade de partir...

Márcia Garcia de Carvalho 4-08-08

Gaivota Branca


Gaivota Branca


Voam gaivotas brancas,
Brancas gaivotas voam,
Pelas ruas do infinito
Valseando a um som outrora
 inexistente
Vencendo as barreiras da existência,

E a loucura da inconseqüência

Voam tristes gaivotas,
Tristes gaivotas voam;
Algumas gaivotas caem
Caem tristes gaivotas,
Caem como uma estrela
em chamas,
E uma folha morta.
Caem tristes gaivotas,
Sem vencerem
Às barreiras do viver,
Levantem-se gaivotas,
Pois, novas barreiras virão ao amanhecer
E novos sonhos renascerão
Então, não mais serão tristes gaivotas,
O céu azul será como um ponto de luz do infinito
e, no alto do céu  voarão,
Cada dia mais, rumo a uma nova existência.

Márcia Garcia de Carvalho


Galope


Galope


Galopo pelas estrelas
Agarro-me num cometa
Viajo e sonho
Sonho ser mais feliz a cada instante
Ver em tudo felicidade
Ausentar-me da melancolia
Que aprisiona meu ser
Viver e reviver
Vencer a loucura
Encontrando a razão
Equilíbrio, Paz, Imensidão.

Márcia Garcia de Carvalho 16-05-07
Terapia Ocupacional

Gritos de socorro
Um punhal e morro
Esgotada
Esvaindo-me
em sangue e nódoa...
Nuvem etérea
Terno anjo ...


Não estou bem melancolia!!!
Fugir!!!!!!
Márcia Garcia de Carvalho 04-08-08

HORAS TRISTES


HORAS TRISTES



São horas tristes,
Tristes são as horas que prenunciam o anoitecer, e marcam o meu total enlouquecimento,
São horas tristes que me trazem a lembrança de velhos momentos,
O relógio bate,
Não! o relógio não pode bater,
O passado tem que viver,
O tempo tem que voltar,
Os sonhos não podem se acabar.
Não! as pessoas não devem partir eternamente
Morte?
Não! Acabem com este fantasma,
Destruam os relógios que nos conduzem à saudade.
Não! O tempo tem que parar...


Márcia Garcia de Carvalho



Luz da Amizade


Luz da Amizade

Luz vinda do sol,
Renascida da amizade,
Luz ofuscada somente pela saudade,
Saudade,
De antigos pores do sol,
De amigos distantes,
E eu sozinha,
Vivo como um cavaleiro andante,
Buscando vencer as batalhas da vida,
Tentando eliminar tudo o que não é vida,
Acabando com toda e qualquer despedida...

Márcia Garcia de Carvalho 23-02-2002

Luz da Lua




 Na escuridão da noite;
A lua clareia os caminhos desertos,
E nos  leva rumo a eternidade,
Onde o sonho é realidade,
Onde os limites são ultrapassados.

A luz da lua nos leva a vagar;
 pelas sombras de nosso ser,
Fazendo com que nos encontre com a poesia do viver.

Oh! Lua dos poetas,
Lua doirada,
Lua explorada,
Lua adorada,
Daí- nos constantemente noites de boemia oh! Deusa
De nossas  fantasias...

Márcia Garcia de Carvalho

Manhã Fria


Manhã fria



A manhã é fria,
A rua vazia,
Estou a caminhar entre o extânse,
E a agonia,
Buscando realidade,
Na minha fantasia,
Buscando a boêmia...

O sol irradia a luz da vida,
E a vida irradia a luz do amor,
E neste amor busco o fim de minha interminável dor...

Busco flores,
Poesias,
Cores,
Cores que nunca vi,
Sentimentos que perdi,
Vida  que não vivo,
Vivo  buscando a revida,
Revida  que dá luz,
A minha vida,
E acaba com minha escuridão,
Escuridão na vastidão do dia,
Em que a dor se inicia...

Busco a pureza de  ser,
Busco o não sofrer,
Busco a beleza de ser,
Busco o interminável passado,
Em simples recordações,
Busco crenças e desafios,
Revelações espirituais,
Conflitos materiais,
Guerras evolucionais...

Busco teu canto em uma canção,
Teus olhos na imensidão,
Sinto tua presença em uma oração,
Ser iluminado que me conduz,
Busco tua terna luz...


Busco a felicidade na infinidade do mundo,
Na profundidade,
Do que é profundo,
Na amizade que me mostra a verdade,
Na amizade que mexe com a minha sensibilidade...

Busco o caminho ,
Que me conduz as galáxias,
O caminho que me conduz ao cosmos,
Espaço-tempo,
Luz,
Conscientização,
Reflexão constante,
Realizações no cosmos da vida,
Entre a vida e a revida...


Márcia Garcia de Carvalho 3/09/1993



Mãos do Pai


Mãos do Pai



Mãos que deslizam sobre o teclado de um piano,
Tocando acordes doces e sublimes,
Mãos, que acariciam minha alma,
Restaurando a paz e a calma,
Mãos,
Que me abençoam,
Com seu toque divinal,
Mãos que abraçam,
Fazendo-me lutar pelo futuro,
Mãos infinitas do pai,
E do Pai...

Mapas de Sonhos


Mapas de sonhos


Pastas velhas,
Folhas rasgadas,
Mapas de sonho,
Perdidos ao vento,
Sombras de passado,
Em vez de esquecimento,
Perfume francês,
Lembranças,
Fragmentos de luz,
Atalhos que me conduzem ao infinito...


Márcia Garcia de Carvalho 

Mar Tenebroso


Mar Tenebroso



O mar tenebroso,
Enfurece,
E o dia, anoitece...

O poeta,
Outrora rodeado de amigos,
Está solitário,
E triste reza,
Uma oração,
Reza pelo irmão,
Que nunca teve,
Pelo pai que não conhecera,
Pela mãe que morrera...

O poeta,
Escreve na areia,
Seus amigos são,
Ás estrelas,
Que lhe dão abrigo,
E a alma de um amigo,
Que paira no cosmos,
Do céu vindo do infinito,
O poeta,
Buscará o léu...

O poeta,
Apesar de estar na solidão,
Vive graças a ilusão,
De um dia ter algo mais que pão,
Vive em busca de luz,
Chora no acalento da madrugada,
E sozinho vê o revoar da passarada...


Márcia Garcia de Carvalho 2/09/1992   

Memórias de uma flor



Silente é a flor,
Flor de muitas primaveras,
Invernos,
Cansada,
Desesperada,
E sem razão,
Flor pálida,
Flor,
Sem essência,
Aroma,
Cujo perfume exala o passado,
Sem razão,
E seus espinhos,
Liberam o veneno da perdição,
Flor da morte,
Flor...


Márcia Garcia de Carvalho

Metade do Eu...


Metade do Eu...

Metade do eu está morto,
E a outra metade se encontra sozinha,
A procura do violonista e seu violão,
Das noites cheias de boemia ,
De uma nova e bela poesia
De um poeta sonhador...


Márcia Garcia de Carvalho

Meu mundo cor -de- rosa...


Meu mundo,
Um mundo apenas meu,
Mundo, no qual sou mais eu,
Meu mundo cor-de-rosa,
Meu mundo de esperanças,
Segredos,
E lembranças...
Meu mundo de sons,
Livros, e cores,
Incertezas e amores...
Meu mundo,
È como um castelo,
Cujos guardas estão no forte,
E que em alguns momentos só penetram,
O medo e a morte,
Expulsos por soldados valentes,
Anjos, em suas armaduras,
Combatem a escuridão,
O medo e a morte,
Com sua luz...
Meu mundo,
Um mundo  pelo qual vagam poetas mortos,
E canções passadas,
Sons de violão,
E jardins outrora floridos...  


Márcia Garcia de Carvalho 

Meu ser...



Meu ser, hoje é um fantasma;
Que vaga pelas ruas adormecidas da existência;
Em busca dos antigos templos da consciência.
Meu corpo está imóvel;
Somente meus dedos deslizam sobre o teclado do piano;
E desenganado meu ser não está mais a tocar;
E desnorteado;
Busca palavras para rezar.
Sozinho, meu ser não encontra nem mesmo um olhar.
O vento sopra trazendo de volta um antigo brinquedo;
Um antigo lugar;
Pessoas a me afagarem...

Márcia Garcia de Carvalho 

Minha Alma



Minha alma...
 
Minha alma chora,
Querendo sorrir,
Fica,
Sendo que quer partir...
 
Minha alma aflita...
Cheia de dor,
Chora a ausência de um grande amor...

Minha alma afita,
Sente um infinito pesar,
E se tortura,
E em meu ser passado reflete uma nova figura...

Minha alma de poetisa,
Leva-me a extravasar a dor de agora,
E faz-me buscar uma aurora feliz,
Onde da arte de amar, seja eu um aprendiz... 


Márcia Garcia de Carvalho24/05/02

Momentos tristes


Momentos Tristes...




Por horas tristes vaguei,
Sem destino,
Chorando como um triste menino...

Por horas tristes,
Sonhei com o passado,
Caminhei pelo antigo jardim arruinado,
Escutei o antigo som passado...

Por horas tristes,
Vaguei por uma cidade morta,
E o que restou,
Foi o sopro do vento que ressoou,
E a rosa vermelha que murchou...

Por horas tristes,
Busquei seres,
E na cidade vazia,
Senti agonia,
Banhar de lágrimas,
A minha vida vazia,
E minha face a encontrar,
Em cada caminho,
A tristeza e a solidão,
Minha vida busca um amor,
Uma outra vida,
Uma paixão,
E entre horas tristes,
Encontro-me caída no chão,
Entregue ao relógio do morrer,
Entre horas tristes,
Meu ser busca um novo viver...


Márcia Garcia de Carvalho 

Na calada da noite


Na calada da noite


Na calada da noite,
Caminho,
Suspiro de dor,
Por ter perdido um grande amor.

Na calada da noite,
Estou só,
Amargurada,
Por você meu grande amor não estar ao meu lado.


Márcia Garcia de Carvalho

NÃO SE ESQUEÇA DE MIM


NÃO SE ESQUEÇA DE MIM



Não se esqueça de mim

Quando olhar o luar,
Olharei também
E deixarei nele o brilho dos meus olhos
Que te iluminará e guiará os seus passos na vida
Quando estiver com algum problema como não pode chegar até mim, pense em mim
E  minha mão tocará  sua cabeça e lhe dirá o que fazer,
Se estiveres triste, pense nos momentos bons que passamos juntos e se alegrará
Não fique triste  sem Ter acontecido nada.
 Somente sorria,
Não fique triste, pois parti para um caminho cheio de flores,
Sem guerras,
Cheio de frutos, água límpida
Se estiveres triste por mim, sorria,
Pois eu estou sorrindo.

Márcia Garcia de Carvalho

Natureza Morta


Natureza Morta


Os ipês  já não estão  florindo;
Os buquês de rosa não estão se abrindo;
Pássaros estão calados;
Seres estão desabrigados;
E buscam abrigo nas estrelas perdidas no infinito;
Seres padecem a cada instante;
Seres têm visões, medos, alucinações;
E sozinhos buscam ultrapassar as muralhas que os impedem de alcançar a eternidade...


Márcia Garcia de Carvalho

Naus do Infinito


Naus do Infinito



Na naus do infinito vaguei perdida;
Louca;
Débil;
Sem razão;
Na naus do infinito vaguei rumo a outras vidas;
Na naus do infinito me vi novamente criança a dançar ciranda;
A brincar com coloridas bolas.
Na naus do infinito regatei meus sonhos e toda a essência do viver;
Na naus do infinito...


Márcia Garcia de Carvalho

Navegador do Amor


Navegador do Amor



No porto,
No cais,
Na beira da praia,
O balanço das ondas traz o amor,
Vindo pelo atlântico,
Passando por todos os mares.

És tu um navegador?
Ou será apenas um poeta fingidor,
Quem é você que não conheço,
E de tanto amor padeço?

Sei apenas que é um ser,
Um ser iluminado,
Alguém que me faz bem,
Levando-me ao além...


Márcia Garcia de Carvalho 28/06/2000

Navego como nauta


Navego como nauta


Como nauta navego pelas noites estreladas,
Alcanço a luz da lua,
Ouço ao longe o som do violão,
Vejo o teu olhar em meio a solidão.

Como nauta navego,
Passeando pelo paço alquímico do espaço ,
E entre jardins celestiais,
Contemplo jasmins.

Como nauta navego,
Pelas palavras,
Transformando-as em sentimentos...


Márcia  Garcia de Carvalho 

Neve da Morte...



Neve da Morte...



O vento sopra,
Levando as flores e folhas,
Primaveris,
Levando sonhos juvenis,
E deixando os campos cobertos de neve,
Neve da morte,
Escuridão juvenil,
Drogas,
Eternidade,
Luz,
Novos mundos,
Cidades,
Pessoas,
Em meio a minha solidão,
Novos sonhos,
Novas canções,
Novos amores,
Jardins e flores...

Márcia Garcia de Carvalho 18/08/1993

Noite sem luar


Noite sem luar



Apagaram a lua,
As estrelas,
Apagaram todas as luzes,
Coveiros levantam cruzes,
Pessoas choram,
Acendem velas, mas mesmo assim a escuridão continua,
E o tenebroso fantasma da solidão,
Vaga pelas ruas,
Roubando sonhos,
Exterminando os poetas e suas poesias,
Exércitos pisam em flores,
Bombardeiam cidades,
E legiões de demônios,
Invadem, incorporam-se nas sombras,
Dos poetas mortos...

Núbia Manhã


Núbia  Manhã


Núbia manhã,
Sem sons e tons,
Núbia manhã,
Silenciosa...


Núbia manhã,
Em que repousam rastros,
De outro eu,
Em busca do meu...

Núbia manhã,
De um mascarado,
Ao terminar o carnaval...

Núbia manhã,
Em que os corpos carecem
Resgatar virtudes,
E a saúde salutar de existir....

Núbia manhã
Destinta pela dor,
Núbia manhã,
De uma gaivota que não pode voar,
E buscar uma nova manhã azul celeste...


Márcia Garcia de  Carvalho 09-05-03


O amor


O amor


O amor é a profecia existencial;
É uma nova florada;
É uma antiga balada, cantada na madrugada.
O amor é um sonho de luz, que nos conduz ao infinito;
É o céu estrelado;
E um manto orvalhado.
O amor é um bálsamo místico;
Que perfuma os corações;
E envolve a essência mais pura da humanidade;
O amor é amizade na vida;
Saudade profunda e reencontro na eternidade;
O amor é a estrada da divindade;
É o todo do sentimento da humanidade...



O antigo jardim


O antigo jardim



O antigo jardim,
Exala o cheiro do alecrim,
Que torna- se minha essência divina,
Que me trás de volta meu eu menina.
O relógio e seu tic-tac atordoam-me
Travo o relógio,
Faço o tempo parar,
E em minha mente vejo um novo olhar.
Passado,
Que fez-me olhar no espelho da vida,
E encontrar um novo ser estampado, em meu ser alienado.
Passado que levou embora, uma pessoa que hoje chora.
Passado que marcou minhas oito primaveras,
Que o vento levou embora,
Passado de antigos sons,
Violões, sanfonas, acordeões, bandolins;
Serenatas ao luar,
Mozart, Beetoven,
Um sonhar.
Poetas da madrugada,
Poetas passados,
Poesias presentes em antigos folhetins espalhados pelas praças e jardins.  


Márcia Garcia de Carvalho 

O Caos...
O caos tumultuou a canção
A noite pálida
E negra solidão
soluço na sombria existência,
cemitérios ao redor de mim,
miséria,
mistério,
Infinita dor
ausência do amor....
Márcia Garcia de Carvalho 7- de Setembro de 2008

O choro do violão


O choro do violão



Chora o violão,
Chora também meu coração,
Chora alua a escutar mais uma canção.

Choram os anjos da imensidão,
Ao escutar a mais bela canção,
Ao contemplar a magia do violão.

Choram o bêbado,
O artista,
Ao ouvirem ecoar a canção de um violonista a tocar...


Márcia Garcia de Carvalho 29/03/2000

O CORPO


O CORPO


Corpo, forma tridimensional, essência carnal da morte em busca da essência espiritual da vida.
Formas nus, contrastam o sagrado e o profano; pois viver é contemplar o “místico”, viajar rumo a luz, mesmo que nesta viagem  nos percamos em meio as trevas, e adentrarmos por ruas tortuosas do existir; somente assim iremos existir em plenitude, crescendo na essência da dor, descobrindo entre a dor o sorriso de alegria, e refletindo no olhar a esperança de viver em plenitude.

Márcia Garcia de Carvalho 27/05/97

O Corpo


O Corpo



Lapido meu corpo,
Procurando esculpir minha alma,
De tal forma que ainda que o tempo passe,
Jamais em meu ser terá  passado,
E dentro de mim terá desabrochado a mais linda rosa perfumada,
Que regada, a cada  dia se tornará mais viçosa,
As formas ainda mais perfeitas,
E a alma aprimorada pela luz invisível,
Tornando-se em mim algo visível...


Márcia Garcia de Carvalho 17-03-2002  

O homem imagem de sua fé


O homem imagem de sua fé



Subo na mais alta colina,
Contemplo as aves do céu,
E os lírios do campo,
Tudo é paz, quando se vê o mundo como uma prece,
E as lutas como princípio de crescimento,
Busca e encontro com a fé,
Plena,
Suave,
E sublime,
O homem é a imagem de sua fé,
E em sua face está estampado,
A vida, e a morte,
O hoje, e talvez um amanhã,
O sonho e a realidade,
Em seu ser encarna-se o corpo de um poeta,
Ou talvez de um bicho,
Frio,
Vazio,
E sem razão,
Depende de sua forma de trilhar caminhos,
E subir ou não até a colina,
Contemplar a si mesmo,
Como a essência do existir da enigmática existência,
E ir além dos seus próprios limites,
Alcançando planetas ilimitados...   


Márcia Garcia de Carvalho 

O Ipê


O Ipê



Vi outrora,
Um semblante antigo no ipê rosa,
Florido, que exala sonho,
Decepção, e alegrias de noites frias,
De belas e tristes poesias,
De uma casa vazia,
De um ser hoje desfigurado pelo passado,
Busco novamente este semblante,
Que está estampado no ipê, mas a primavera acaba  pouco-a pouco,
E  já não consigo ver o semblante que vi outrora,
Vejo apenas um ipê desfigurado,
Vejo apenas um sonho passado,
A vagar perdido no infinito...

Márcia Garcia de Carvalho

O PASSADO MORA AO LADO




Escuto o  tic-tac do velho relógio
Vozes  passadas ecoam,
E a lembrança de velhos sonhos me atordoam.

Tudo são fantasmas vagando,
Tudo é um passado se acabando
Como um grão de areia que é levado pelo vento,
E como um andarilho perdido buscando a luz,
E como a gaivota a voar, superando seus próprios limites e carregando sua própria cruz.

Vejo a lua a refletir no velho jardim, onde poucas flores restam
E a tristeza parece sem fim.

Mas, o seu olhar pode ser visto nos jasmins,
Ouço ainda seus passos na rua,
Vejo anjos a lhe guiar
E em meus sonhos estou sempre a te encontrar.
( Homenagem ao meu avô Nenzinho)

Márcia Garcia de Carvalho

O poeta


O poeta



O poeta é como um embrião,
Que penetra profundamente,
Na fecunda poesia,
E germina o amor e a boêmia.

A poesia é como uma musa,
Com as formas do vento,
A beleza do pôr do sol,
E a voz do mar,
O borbulhar da vida,
A cantar.

O poeta é como um mágico,
A desvendar,
A chave de um doce olhar,
O brilho do infinito,
Um novo som,
Um novo grito...  

Márcia Garcia de Carvalho