segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Mar Tenebroso


Mar Tenebroso



O mar tenebroso,
Enfurece,
E o dia, anoitece...

O poeta,
Outrora rodeado de amigos,
Está solitário,
E triste reza,
Uma oração,
Reza pelo irmão,
Que nunca teve,
Pelo pai que não conhecera,
Pela mãe que morrera...

O poeta,
Escreve na areia,
Seus amigos são,
Ás estrelas,
Que lhe dão abrigo,
E a alma de um amigo,
Que paira no cosmos,
Do céu vindo do infinito,
O poeta,
Buscará o léu...

O poeta,
Apesar de estar na solidão,
Vive graças a ilusão,
De um dia ter algo mais que pão,
Vive em busca de luz,
Chora no acalento da madrugada,
E sozinho vê o revoar da passarada...


Márcia Garcia de Carvalho 2/09/1992   

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