segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O Ipê


O Ipê



Vi outrora,
Um semblante antigo no ipê rosa,
Florido, que exala sonho,
Decepção, e alegrias de noites frias,
De belas e tristes poesias,
De uma casa vazia,
De um ser hoje desfigurado pelo passado,
Busco novamente este semblante,
Que está estampado no ipê, mas a primavera acaba  pouco-a pouco,
E  já não consigo ver o semblante que vi outrora,
Vejo apenas um ipê desfigurado,
Vejo apenas um sonho passado,
A vagar perdido no infinito...

Márcia Garcia de Carvalho

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