O Ipê
Vi
outrora,
Um
semblante antigo no ipê rosa,
Florido,
que exala sonho,
Decepção,
e alegrias de noites frias,
De
belas e tristes poesias,
De
uma casa vazia,
De
um ser hoje desfigurado pelo passado,
Busco
novamente este semblante,
Que
está estampado no ipê, mas a primavera acaba
pouco-a pouco,
E já não consigo ver o semblante que vi
outrora,
Vejo
apenas um ipê desfigurado,
Vejo
apenas um sonho passado,
A
vagar perdido no infinito...
Márcia Garcia de Carvalho
Nenhum comentário:
Postar um comentário