O antigo jardim
O
antigo jardim,
Exala
o cheiro do alecrim,
Que
torna- se minha essência divina,
Que
me trás de volta meu eu menina.
O
relógio e seu tic-tac atordoam-me
Travo
o relógio,
Faço
o tempo parar,
E
em minha mente vejo um novo olhar.
Passado,
Que
fez-me olhar no espelho da vida,
E
encontrar um novo ser estampado, em meu ser alienado.
Passado
que levou embora, uma pessoa que hoje chora.
Passado
que marcou minhas oito primaveras,
Que
o vento levou embora,
Passado
de antigos sons,
Violões,
sanfonas, acordeões, bandolins;
Serenatas
ao luar,
Mozart,
Beetoven,
Um
sonhar.
Poetas
da madrugada,
Poetas
passados,
Poesias
presentes em antigos folhetins espalhados pelas praças e jardins.
Márcia Garcia de Carvalho
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