segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O antigo jardim


O antigo jardim



O antigo jardim,
Exala o cheiro do alecrim,
Que torna- se minha essência divina,
Que me trás de volta meu eu menina.
O relógio e seu tic-tac atordoam-me
Travo o relógio,
Faço o tempo parar,
E em minha mente vejo um novo olhar.
Passado,
Que fez-me olhar no espelho da vida,
E encontrar um novo ser estampado, em meu ser alienado.
Passado que levou embora, uma pessoa que hoje chora.
Passado que marcou minhas oito primaveras,
Que o vento levou embora,
Passado de antigos sons,
Violões, sanfonas, acordeões, bandolins;
Serenatas ao luar,
Mozart, Beetoven,
Um sonhar.
Poetas da madrugada,
Poetas passados,
Poesias presentes em antigos folhetins espalhados pelas praças e jardins.  


Márcia Garcia de Carvalho 

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