segunda-feira, 24 de outubro de 2011


Meu ser...



Meu ser, hoje é um fantasma;
Que vaga pelas ruas adormecidas da existência;
Em busca dos antigos templos da consciência.
Meu corpo está imóvel;
Somente meus dedos deslizam sobre o teclado do piano;
E desenganado meu ser não está mais a tocar;
E desnorteado;
Busca palavras para rezar.
Sozinho, meu ser não encontra nem mesmo um olhar.
O vento sopra trazendo de volta um antigo brinquedo;
Um antigo lugar;
Pessoas a me afagarem...

Márcia Garcia de Carvalho 

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